A política brasileira é um organismo vivo, pulsante e, frequentemente, surpreendente. Nos corredores de Brasília, onde o destino de milhões é traçado em conversas de pé de ouvido e votações estratégicas, o clima é de tensão e recalibragem. O retorno do jornalista Guga Noblat ao ICL News não foi apenas um reaparecimento editorial, mas um evento que trouxe luz às sombras de um Congresso Nacional que tenta, a todo custo, equilibrar interesses jurídicos pessoais com as demandas urgentes de uma nação. A análise de Noblat expõe uma realidade nua e crua: as narrativas construídas por certos grupos políticos estão enfrentando o teste da realidade — e estão tropeçando feio.
O Retorno e o Foco: Dosimetria ou Vergonha na Cara?
Guga Noblat abriu sua participação com uma provocação necessária. Enquanto o país enfrenta desafios estruturais como o crime organizado, o aumento alarmante de casos de feminicídio e a persistência da insegurança alimentar, uma parcela considerável do Legislativo parece obcecada por um único termo: dosimetria. Mas o que está por trás dessa tecnicidade jurídica?
Para o observador atento, a “dosimetria” tornou-se a palavra de ordem para uma tentativa de revisão de penas que não visa apenas a justiça, mas a conveniência política. Noblat critica abertamente o que chama de falta de “dose de vergonha na cara”, apontando que a prioridade de muitos parlamentares tem sido encontrar brechas para beneficiar aqueles que atentaram contra as instituições democráticas no fatídico 8 de janeiro. O debate, no entanto, é perigoso. Ao tentar “ajustar” as penas para os seus, a oposição acaba criando um efeito dominó que pode resultar na soltura de milhares de criminosos comuns, incluindo nomes ligados ao tráfico de drogas e milícias.
A Armadilha da Anistia e o Impasse no Senado
A proposta de anistia, que na Câmara dos Deputados é tratada com fervor por grupos de extrema-direita, encontra um muro de contenção muito mais sólido no Senado Federal. A análise de bastidor revelada por Noblat indica que o texto, da maneira como foi concebido, está fadado ao fracasso na câmara alta. O Senado, por sua natureza, funciona como um filtro de moderação, e os senadores estão cientes de que abraçar uma proposta que beneficie golpistas pode ter um custo político impagável.

Partidos como o PSD, liderado por Gilberto Kassab, e o MDB, possuem bancadas decisivas que já demonstraram resistência ao projeto. Com 14 e 11 senadores respectivamente, essas siglas formam um bloco que não se deixa levar pelo radicalismo ideológico sem calcular as consequências eleitorais. A intenção de muitos ali é enterrar o texto atual ou desfigurá-lo a tal ponto que ele perca seu propósito original: a liberação de figuras centrais do movimento golpista.
Teleologia ou Teologia? O Jogo de Palavras de Esperidião Amin
Um dos momentos mais curiosos da análise de Noblat foi a menção à estratégia do senador Esperidião Amin. O veterano político tem tentado utilizar o conceito de “teleologia” — o estudo das finalidades de uma norma — para justificar que a revisão das penas deve ser aplicada especificamente aos envolvidos nos atos antidemocráticos, tentando separar o joio do trigo.
No entanto, Noblat é cético. Ele argumenta que essa manobra é apenas uma tentativa sofisticada de “passar pano” para os que tentaram romper a ordem constitucional, usando os chamados “buchas de canhão” (pessoas como a “Débora do Batom”) como escudo humano para, ao final, beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. O problema é que o sistema judiciário não funciona de forma seletiva para satisfazer caprichos políticos, e a tentativa de forçar essa interpretação está gerando um desgaste desnecessário para o Legislativo.
O Jogo Diferente do Senado e o Nordeste como Fiel da Balança
Noblat trouxe um ponto geográfico e estatístico fundamental para entender por que a anistia trava no Senado. Enquanto um deputado federal pode se eleger com uma base segmentada de 20 mil ou 100 mil votos, um senador precisa dialogar com o estado inteiro. Ele precisa de uma base ampla, diversa e, muitas vezes, moderada.
Nos estados do Nordeste, onde o apoio ao governo atual é historicamente mais sólido, qualquer movimento de um senador em direção ao perdão de atos antidemocráticos é visto como uma afronta ao eleitorado. Os senadores sabem que a eleição de 2026 está logo ali, e votar a favor da anistia pode significar a perda imediata de milhões de votos de eleitores que prezam pela estabilidade democrática. É por isso que o projeto, mesmo com a pressão do PL (a maior bancada), não consegue tração. O medo das urnas é maior do que a fidelidade partidária em muitos casos.
2026: O Surgimento de Flávio Bolsonaro no Tabuleiro
A discussão política não se encerra nas leis; ela deságua nas urnas. A pesquisa Quaest divulgada recentemente trouxe dados que sacudiram o cenário. Com Jair Bolsonaro inelegível, o nome de Flávio Bolsonaro surge como o herdeiro natural, mas com uma bagagem pesada e uma aceitação questionável.
Lula aparece liderando em todos os cenários, com uma vantagem de 10 pontos sobre Flávio em um eventual segundo turno (39% contra 23%). O dado mais alarmante para o clã Bolsonaro, contudo, é a rejeição à escolha do nome de Flávio. A pesquisa indica que 54% dos brasileiros consideram que Jair Bolsonaro errou ao apontar o filho como seu sucessor político. Isso demonstra que nem mesmo a base conservadora está totalmente convencida de que o “bolsonarismo” deve ser uma herança familiar hereditária.
O Estigma do Desempenho: O “Fator Desmaio” e a Pressão dos Debates
Ao analisar a competitividade de Flávio Bolsonaro, os comentaristas do ICL, incluindo César Calejon e Vivian Mesquita, trouxeram à memória episódios que, embora pareçam anedóticos, revelam fragilidades importantes. O episódio do desmaio de Flávio em um debate para a prefeitura do Rio de Janeiro, acompanhado por relatos de mal-estar físico intenso, não é apenas um detalhe pitoresco da história política. Ele é usado por analistas para questionar a resiliência do senador diante da pressão avassaladora de uma campanha presidencial nacional.
Um debate presidencial com Lula exige um nível de preparo psicológico e argumentativo que Flávio ainda não provou possuir. A política brasileira não perdoa fraquezas em momentos de alta exposição. A tentativa de manter o poder dentro da família pode acabar expondo o clã a uma derrota humilhante, caso o candidato não consiga sustentar o embate direto com um adversário experiente e carismático.
A Estratégia dos Estados Unidos: O Erro de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo
A análise se expandiu para além das fronteiras brasileiras. O movimento de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo nos Estados Unidos, tentando buscar apoio internacional para a narrativa de “perseguição política”, parece ter sido um tiro no pé. Segundo os analistas do ICL, a abordagem foi tão infeliz que acabou comprometendo a imagem da extrema-direita brasileira perante instituições internacionais sérias.

Eles tentaram mudar o paradigma da política institucional de forma agressiva, mas o resultado foi o isolamento. Em vez de apoio, trouxeram mais desconfiança sobre o projeto da extrema-direita para 2026. Isso reforça a tese de que o bolsonarismo, sem a figura central do patriarca no topo da urna, luta para encontrar uma identidade que não seja apenas reativa e baseada em teorias conspiratórias.
Conclusão: A Necessidade de Vigilância Popular
Ao final de sua análise, Guga Noblat deixou um chamado claro: a sociedade civil não pode se desmobilizar. O que acontece no Congresso — a tentativa de reduzir penas, a busca por anistias indevidas e a manobra de conceitos jurídicos — é uma estratégia contínua de desgaste das instituições.
A pressão popular foi o que impediu que a dosimetria avançasse de forma atropelada neste ano. A tendência é que esses projetos sejam empurrados para o próximo ano, mas o objetivo da oposição permanece o mesmo. O Brasil de 2026 será decidido agora, nas comissões de justiça e nos debates de bastidor. A política, como bem ressaltou Noblat, não aceita vácuo. Se a sociedade não ocupar seu espaço exigindo foco em problemas reais como a fome e a violência, o Legislativo continuará sendo usado como um tribunal de exceção para salvar aliados políticos.
O cenário para Lula é de favoritismo, mas não de vitória garantida. O país continua dividido, e a eleição de 2026 promete ser mais um plebiscito sobre quais valores devem reger a nação: a manutenção da ordem democrática ou a aventura de um projeto que, mesmo tropeçando nas próprias pernas, ainda tenta se manter de pé a qualquer custo.
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